Há 2 anos sob intervenção, linhas de ônibus da Transwolff esperam licitação

As linhas de ônibus da Transwolff continuam sem uma nova licitação, e a Prefeitura de São Paulo ainda não informou quando o edital será publicado. Segundo a prefeitura, o processo está em análise pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

A gestão municipal assumiu a operação em abril de 2024, após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) divulgar suspeitas de ligação entre a empresa e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A intervenção foi anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

As linhas atendem bairros como Grajaú e Parelheiros, na zona sul da capital. A SPTrans segue responsável pela operação, enquanto funcionários e passageiros foram afetados por uma paralisação em 19 de outubro de 2026.

linhas de ônibus da Transwolff

O impasse envolve a análise do edital pelo TCM e a continuidade da gestão municipal após o fim do contrato com a Transwolff. Também inclui a desistência da Sancetur de assumir as linhas e a greve relacionada a direitos trabalhistas.

Edital da nova operadora aguarda análise do TCM

A minuta do edital para escolher uma nova empresa responsável pelas linhas de ônibus da Transwolff já foi elaborada pela Prefeitura de São Paulo e está em análise no Tribunal de Contas do Município (TCM). A prefeitura não apresentou uma previsão para a publicação do documento.



O TCM informou que, em 21 de julho, emitiu um relatório preliminar apontando a necessidade de ajustes na minuta. Em resposta, a SPTrans enviou ao tribunal, em 25 de setembro, informações sobre as alterações solicitadas.

Segundo o TCM, a auditoria ainda analisa o processo, que segue sem determinação de suspensão. A avaliação do edital é uma etapa anterior à publicação da licitação que definirá a empresa responsável pelas linhas.

Intervenção, fim do contrato e continuidade da operação municipal

A intervenção na Transwolff foi anunciada em meio a suspeitas apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) de que a empresa teria recebido R$ 54 milhões do PCC para participar da licitação do transporte público da capital. O proprietário, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, foi preso durante a operação.

Em dezembro de 2025, a prefeitura decretou a caducidade do contrato com a empresa. A Transwolff contestou a medida na Justiça, mas a decisão foi confirmada no início de 2026.

Ricardo Nunes anunciou a contratação emergencial da Sancetur, que já operava outros ônibus na cidade, para assumir as linhas. A empresa desistiu quatro dias antes da transferência prevista, e a SPTrans continuou à frente das tarefas operacionais, incluindo o pagamento dos funcionários e a compra de energia elétrica para abastecer os ônibus.



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