Greve de funcionários da Transwolff termina após quase 10 horas, e ônibus voltam a circular em SP

A greve dos funcionários da Transwolff terminou em 19 de outubro de 2026, após quase 10 horas de paralisação em São Paulo. Segundo a Prefeitura, a operação das linhas começou a ser normalizada gradativamente às 13h50.

A mobilização ocorreu em meio a reclamações dos trabalhadores sobre depósitos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e falta de plano de saúde. A administração municipal afirmou que salários e benefícios estavam sendo pagos em dia.

Cerca de 260 mil passageiros foram afetados na Zona Sul da capital durante a manhã e o início da tarde. Os terminais Varginha e Grajaú estão entre os locais onde ônibus operados pela empresa voltaram a circular após o fim da greve.

greve da Transwolff

Para reduzir os impactos, o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) atendeu 37 linhas. A paralisação também trouxe à tona as divergências entre as reivindicações dos funcionários e as informações apresentadas pela Prefeitura.

Fim da paralisação e impacto no transporte da Zona Sul

No Terminal Grajaú, 24 das 34 linhas que passam pelo local são operadas pela Transwolff, o equivalente a cerca de 70% do total. A interrupção dos serviços afetou a circulação no terminal durante a manhã e o início da tarde de 19 de outubro.



Além das linhas do Grajaú, ônibus do Paese foram acionados para atender passageiros que dependiam de trajetos ligados ao terminal e a outros quatro terminais onde a empresa atua. O esquema emergencial foi usado enquanto a operação regular estava interrompida.

No Terminal Varginha, passageiros também tiveram dificuldades para embarcar durante a greve da Transwolff. Após o anúncio do encerramento da paralisação, o movimento no local já era considerado normal.

Reivindicações dos funcionários e posição da Prefeitura

Em resposta às reclamações sobre o plano de saúde, a Prefeitura informou que a contratação de um fornecedor estava em processo licitatório. A medida, segundo a gestão municipal, ainda dependia da conclusão dessa etapa.

Sobre os depósitos do INSS e do FGTS, a administração municipal afirmou que os valores estavam sendo depositados integralmente pela SPTrans em juízo. A Prefeitura disse que aguardava uma deliberação do Judiciário sobre o assunto.

A gestão municipal também informou que os funcionários que não trabalharam durante a paralisação teriam o dia descontado dos pagamentos. A Transwolff está sob administração direta da Prefeitura e é investigada por suspeita de envolvimento com o PCC; diretores da empresa já foram presos no âmbito das investigações.



Deixe um comentário