Funcionários da antiga Transwolff encerram greve após paralisação de 67 linhas de ônibus em SP

A greve dos funcionários da antiga Transwolff terminou no início da tarde de 19 de outubro de 2026, após reunião de representantes dos trabalhadores com a SPTrans e a Prefeitura de São Paulo. A paralisação afetou 67 linhas de ônibus.

Os trabalhadores cobravam documentos sobre depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros direitos trabalhistas após o fim do contrato com a Transwolff. A prefeitura assumiu a operação das linhas depois da caducidade do contrato.

O movimento começou pela manhã e atingiu a zona sul da capital, prejudicando cerca de 267 mil passageiros, segundo a prefeitura. A operação foi retomada gradualmente a partir das 13h50, de acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans.

greve da antiga Transwolff

A paralisação expôs divergências entre as cobranças dos trabalhadores e as informações da empresa municipal sobre pagamentos e benefícios. A cobertura inclui também as medidas emergenciais adotadas para atender parte das linhas afetadas.

Fim da greve e retomada gradual da operação

A Prefeitura de São Paulo afirmou que a paralisação não respeitou a exigência legal de aviso prévio de 72 horas aos usuários do transporte coletivo. A regra foi citada pela administração municipal ao avaliar a interrupção dos serviços.

Em comunicado, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informaram que os funcionários que não trabalharam durante o movimento teriam o dia descontado do pagamento. A medida foi anunciada após o encerramento da greve da antiga Transwolff.

O Sindimotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) declarou que não recebeu comunicação oficial sobre uma possível paralisação dos trabalhadores da Viação Transwolff. A entidade defendeu que reivindicações e condições de trabalho sejam tratadas por canais legítimos de negociação e repudiou ações que prejudiquem os direitos da categoria.



Cobranças trabalhistas e posição da SPTrans

Os trabalhadores pediram documentos que comprovassem a situação dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de outros direitos trabalhistas. A cobrança ocorreu após o encerramento do contrato da Transwolff, cuja operação foi assumida pela SPTrans.

A empresa municipal afirmou que os salários e benefícios estão em dia e que os direitos dos empregados são cumpridos. Sobre o FGTS e o INSS, informou que os valores são depositados integralmente em juízo e aguardam decisão do Judiciário.

O plano de saúde dos funcionários ainda estava em processo de licitação para a contratação de um fornecedor. Enquanto isso, segundo a SPTrans, os trabalhadores recebem a compensação prevista em acordo coletivo, benefício que, de acordo com a empresa pública, não era cumprido pela antiga gestão da Transwolff.

A prefeitura rompeu o contrato após suspeitas de envolvimento da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A SPTrans também informou que iniciaria a mudança da identidade visual dos ônibus nos dias seguintes a 19 de outubro de 2026; a licitação para serviços de funilaria e retirada dos adesivos havia sido concluída em 15 de outubro, e a empresa disse que a alteração não mudaria a relação com os funcionários nem os pagamentos garantidos.

Linhas afetadas e atendimento emergencial na zona sul

Para atender parte dos itinerários interrompidos, a SPTrans acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese). O serviço cobriu 37 linhas, enquanto pontos de ônibus da zona sul permaneceram lotados durante a manhã.

A SMT e a SPTrans solicitaram reforço policial nas duas garagens atingidas pela paralisação. A medida foi adotada durante a interrupção da operação dos ônibus.

Entre os itinerários listados como afetados estavam o 6016/10, entre Jardim Noronha e Terminal Grajaú, o 6020/10, entre Chácara Bosque do Sol e Parelheiros, e o 6L11/10, entre Ilha do Bororé e Terminal Grajaú. A relação também incluía linhas com destino aos terminais Grajaú, Santo Amaro, Varginha e Parelheiros.



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