A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), denunciou falta de transporte em cidades de nove estados durante o segundo turno das eleições, em 25 de outubro de 2026. A campanha apresentou uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na petição, a coligação pediu a extensão do horário de votação em localidades afetadas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, informou que analisaria os pedidos e solicitou informações ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia sobre Salvador.
As reclamações citadas pela campanha abrangem Bahia, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro. A ação reúne relatos sobre dificuldades no transporte público, incluindo trajetos intermunicipais e deslocamentos até locais de votação.

Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e o Procon-BA identificou ônibus parados em garagens. A notícia aborda as denúncias apresentadas pela coligação, as medidas solicitadas à Justiça Eleitoral e os registros relatados nos estados.
Ação no TSE e denúncias em Salvador
Na petição, a coligação solicitou que as seções eleitorais afetadas pela falta de transporte funcionassem até 19h, em vez do horário habitual de encerramento, às 17h. O pedido se aplicava às localidades em que eleitores enfrentavam obstáculos para chegar aos pontos de votação.
Para sustentar a denúncia, a campanha informou que, entre 8h e 13h30 de 25 de outubro de 2026, o tema “transporte” acumulou 249,7 mil publicações e 848,7 mil interações nas plataformas digitais. Segundo a coligação, o volume indicava que os problemas não eram episódios isolados e atingiam eleitores em diferentes partes do país.
Em Salvador, o Procon-BA contabilizou 370 ônibus parados nas garagens. A Justiça Eleitoral também determinou que, no dia da votação, fosse colocada em circulação a totalidade da frota do transporte público usada em dias úteis, com gratuidade nas passagens.
Relatos de falta de transporte nos nove estados
Em Alagoas, a campanha relatou que rodoviárias tinham oferta insuficiente de vans e micro-ônibus para viagens intermunicipais. A ação mencionou esperas superiores a uma hora e denúncias de cobrança de passagem, situação que levou à intervenção do Ministério Público estadual.
Em Pernambuco, eleitores teriam encontrado dificuldades para obter gratuidade no transporte intermunicipal; a petição também citou o relato de um motorista que teria dificultado o embarque de um eleitor. Em Roraima, segundo a coligação, empresas se recusaram a realizar rotas eleitorais, impedindo o deslocamento de eleitores indígenas até as seções.
No Piauí, a denúncia apontou redução da frota de ônibus em Teresina e acionamento da Justiça Eleitoral. Já na Paraíba, vídeos divulgados nas redes sociais mostrariam ônibus passando direto por pontos de embarque na Zona Sul e longas esperas, apesar da gratuidade do serviço.
A campanha também registrou dificuldades de transporte na Ilha do Marajó, no Pará, e redução da circulação de ônibus em Petrópolis e São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, alegou que a falta de veículos atingia áreas como Guarulhos e o Grajaú, na Zona Sul da capital, onde, segundo ele, Lula havia obtido mais votos no primeiro turno; Boulos atribuiu a situação a uma ação de prefeitos bolsonaristas.


