Balsas de SP terão Pix e cartões a partir de 9 de novembro

O pagamento nas balsas de SP poderá ser feito por Pix e cartões de débito e crédito a partir de 9 de novembro de 2026, com o início da concessão da AcquaVias SP.

A concessionária assume 14 travessias hídricas e litorâneas que hoje são operadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), segundo informações do governo paulista.

O sistema atende cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano em regiões como a Baixada Santista, o litoral norte, a região metropolitana de São Paulo e o Vale do Paraíba.

pagamento nas balsas de SP

O contrato combina a mudança nos meios de pagamento com a modernização das 14 travessias. Segundo a secretária estadual Natália Resende, a remuneração da concessionária está vinculada a indicadores e metas de serviço.

Novas formas de pagamento e travessias atendidas

Com a mudança, o pagamento nas balsas de SP poderá ser feito por Pix, cartões de débito e crédito. Antes da entrada desses meios, eram aceitos dinheiro e cobrança automática por Sem Parar, ConectCar, Veloe, Taggy e Move Mais.

No litoral, a relação divulgada pelo governo paulista inclui as ligações entre Santos e Guarujá, Santos e Vicente de Carvalho, Bertioga e Guarujá, além de São Sebastião e Ilhabela. Também fazem parte as travessias de Iguape a Jureia e as três conexões de Cananeia: com Ilha Comprida, o continente e Ariri.



Na região metropolitana de São Paulo, as rotas ficam na represa Billings: Bororé–Grajaú, Taquacetuba–Bororé e João Basso–Taquacetuba. No Vale do Paraíba, o serviço abrange Porto Paraitinga, Porto Varginha e Porto Natividade da Serra.

Concessão prevê investimentos, renovação da frota e transição operacional

O contrato da AcquaVias SP prevê R$ 2,5 bilhões em investimentos ao longo dos 20 anos de concessão. A contraprestação anual do Estado está fixada em R$ 402,93 milhões, e, segundo a secretária estadual Natália Resende, a remuneração da empresa não é baseada nas tarifas.

O plano inclui a incorporação de 45 embarcações, das quais 40 serão elétricas, e a construção ou ampliação de 20 terminais. Também estão previstos centros de controle operacional, oficinas de manutenção, cabines automáticas de cobrança e sistemas de automação e segurança.

A substituição das balsas atuais está programada para começar no terceiro ano da concessão, com a entrada das embarcações elétricas. Conforme o cronograma do contrato, todas as travessias deverão operar com capacidade total até o fim do sétimo ano, quando as obras também deverão estar concluídas e a frota elétrica em operação.

Os três primeiros meses serão dedicados à transição e à operação assistida, com acompanhamento da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), que apoiará a adaptação ao novo modelo. Desde 2023, o governo paulista informa ter investido cerca de R$ 240 milhões na modernização, incluindo a reforma de 23 embarcações, a compra de motores e equipamentos e obras nos terminais.



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