Votação de Lula nas periferias de São Paulo em 2026

A votação de Lula nas periferias de São Paulo fez parte da reeleição do petista, que recebeu 51,77% dos votos válidos no segundo turno, contra 48,23% de Flávio Bolsonaro, segundo os dados apresentados na reportagem.

A cobertura reuniu resultados da capital paulista e de municípios da Grande São Paulo. Na capital, Lula recebeu 3,7 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 3 milhões, de acordo com a apuração citada.

Os números dizem respeito à votação realizada em 25 de outubro de 2026 e envolvem eleitores de diferentes regiões da capital e da área metropolitana. Piraporinha e Grajaú, na zona sul paulistana, aparecem entre os locais em que Lula teve maior vantagem.

Além da distribuição dos votos, a reportagem aborda a redução da abstenção e a mobilização política no segundo turno. Os cientistas políticos Tiarajú Pablo Dandrea e Beatriz Mendes comentam possíveis fatores relacionados ao resultado.

Resultados de Lula na capital e na Grande São Paulo

Na capital, a votação de Lula subiu de 46% no primeiro turno para 55% no segundo, uma alta de nove pontos percentuais. Flávio Bolsonaro também avançou, mas em três pontos, chegando a 45% dos votos válidos, segundo os números apresentados na reportagem.

O balanço das zonas eleitorais registra vitória de Lula em 42 das 57, ante 34 no primeiro turno, enquanto Flávio venceu em 12. Há uma divergência no próprio relato: outro trecho informa que o petista ficou à frente em 43 zonas, sem explicar a diferença entre as contagens.



Na Grande São Paulo, Lula passou de 45% para 56% dos votos entre os turnos. Flávio Bolsonaro avançou de 43% para 44%, de acordo com os dados reunidos na reportagem.

O número de municípios da região metropolitana vencidos por Lula aumentou de 14 para 20. Já Flávio, que havia vencido em 25 cidades, teve vitória em 19 no segundo turno.

Abstenção e mobilização no segundo turno

A abstenção na capital caiu de mais de 2,1 milhões de eleitores no primeiro turno para 1,8 milhão no segundo, realizado em 25 de outubro de 2026. A redução ocorreu apesar da confusão envolvendo o transporte público no dia da votação, conforme a reportagem.

O cientista político Tiarajú Pablo Dandrea relacionou a vantagem de Lula ao perfil de parte do eleitorado: pessoas mais empobrecidas e beneficiárias de políticas públicas tenderiam a avaliar que a gestão petista é melhor que a de Bolsonaro. A declaração apresenta uma possível explicação para o resultado nas periferias.

Beatriz Mendes, cientista política da Universidade de São Paulo (USP), observou que pesquisas indicando uma disputa apertada podem elevar o comparecimento eleitoral, conforme estudos citados por ela. A pesquisadora também associou a reeleição à mobilização popular no segundo turno.

Mendes apontou a articulação de estudantes, sindicatos, coletivos, artistas e movimentos sociais como parte dessa mobilização. Segundo a cientista política, a participação conjunta ganhou visibilidade na disputa nacional e ultrapassou a estrutura formal da campanha.



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