Os ônibus do lote D10 voltaram a circular normalmente em 19 de outubro de 2026, após uma paralisação na cidade de São Paulo. A retomada ocorreu no mesmo dia em que o serviço foi interrompido.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, o movimento atingiu passageiros e levou a gestão municipal a adotar medidas para reduzir os efeitos da interrupção. A paralisação envolveu linhas operadas na Zona Sul.
Bairros como Grajaú foram afetados pela falta de circulação dos ônibus do D10 em 19 de outubro. Já o lote D11 manteve a operação normal, de acordo com as informações divulgadas pela prefeitura.

O episódio ocorreu enquanto a SPTrans administra os lotes D10 e D11, após a caducidade do contrato com a antiga empresa Transwolff. A situação também envolve as condições de trabalho e a identificação visual dos veículos.
Retomada do lote D10 e impacto da paralisação
Segundo a Prefeitura de São Paulo, a paralisação afetou 267 mil passageiros. O balanço municipal quantificou o alcance da interrupção nos serviços de ônibus em SP.
A estimativa foi divulgada pela gestão municipal para a paralisação de 19 de outubro. O informe não especificou como os passageiros afetados se distribuíram entre as linhas do lote D10.
O número apresentado pela prefeitura refere-se aos usuários atingidos pela interrupção, não a uma contagem de viagens ou veículos. A administração municipal não detalhou esses dados no comunicado.
Medidas da prefeitura, trabalhadores e identificação dos ônibus
A Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e a São Paulo Transporte (SPTrans) classificaram a paralisação como ilegal, alegando que não houve o aviso prévio de 72 horas exigido por lei. Para reduzir os efeitos da interrupção, a prefeitura solicitou reforço policial nas duas garagens dos lotes e acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) em 34 linhas.
Sobre os trabalhadores, a prefeitura afirmou que salários e benefícios estão em dia. Segundo a gestão, o plano de saúde está em processo de licitação e, enquanto isso, os empregados recebem a compensação prevista em Acordo Coletivo; a administração também declarou que a antiga Transwolff não cumpria esse pagamento.
Os depósitos de Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão sendo feitos pela SPTrans em juízo, à espera de decisão da Justiça. O comunicado municipal não apresentou a versão dos trabalhadores nem informou os motivos da paralisação.
Quanto à identificação dos veículos, a prefeitura informou que a Transwolff não opera na cidade desde dezembro de 2025. A licitação para a empresa responsável pela funilaria, incluindo a retirada dos adesivos, foi concluída em 15 de outubro, e a mudança começaria após 20 de outubro.


